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Muxima
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Muxima apertado de saudade e repleto de amor. Cabeça confusa, sem rumo, em construção. Alma doce, pura e dançante, uma dança contemporânea e clássica como o meu ser.Vinda do berço, lá do sul, da minha Angola.

Source:
Ilha do Cabo, Luanda, Angola. Back in 2008. I miss it…

Ilha do Cabo, Luanda, Angola. Back in 2008. I miss it…

Let Mother Nature bless our love.

Let Mother Nature bless our love.

massalo:

Foam Hands by Destroyer
Part of the #Kianda

massalo:

Foam Hands by Destroyer

Part of the #Kianda

Quebrei a rotina, dei costas ao tempo e fui-me libertar. A música acompanhava todas as sensações, como se tocasse de acordo com elas. A calma de domingo fazia par perfeito com a noite quente.

Após uma pequena espera, eis que surgem os olhos, sinto o seu cheiro e o gosto de um beijo terno e demorado.

Entre risos e brincadeiras, um pequeno movimento deu lugar ao som dos grilos. Aconcheguei-me no seu peito e, ali mesmo, envolta naquele abraço, todas preocupações e inseguranças foram abafadas. O cérebro desligou-se e os lábios uniram-se num beijo suave e envolvente. O calor da noite foi substituído pelo calor dos corpos, enrolados um no outro.

Controle.

O cérebro voltou a dar o ar da sua graça. Permaneci ali, completamente absorta.
Fui absorvida, violentamente sugada por aquele momento. O silêncio, como tudo que se passava ali, era intenso.

Fomos saciar o desejo. Um banquete completo, com tudo a que tínhamos direito.

Enfim era hora, a realidade chamava. Maldito tempo.

Um abraço hesitado, travado, entregue ao medo, à incerteza, selou o momento.

Respirei fundo, inalei o seu cheiro entranhado na minha roupa. As suas impressões digitais, por todo meu corpo, eram tudo que me restara daquela que poderia ter sido uma madrugada qualquer.

Source:

Procurei uma caneta em todos cantos visíveis desta casa, sem sucesso.

Queria escrever, queria deixar um recado. Depois de um bocado procurar, pr’aqui dirigi-me, pra extrair o recado de outra forma, duma forma mais minha, mais segura, por assim dizer.

É quando eu sei que sou humana. Nós humanos (ou eu humana) temos sempre essa confusão de pensamentos a reinar, a borbulhar, no ponto de ebulição.

Não era essa intenção. Contrariar a Natureza é difícil quando não há nenhum motivo forte pra isso. E não havia. É difícil resistir a geografia, a geografia de um corpo que se encaixa no meu, que derrete uma coisa de manteiga chamada coração. Ninguém o chamou! Mas ele faz questão de dar o ar da sua graça, para, mais uma vez, lembrar-me o quanto sou humana, do que sou feita, do que me construí. Foi obra minha! E qualquer artista que se preze, defende sua obra. E cá estou eu a defender a minha. Por isso ainda não me fui, pra fazer jus a toda essa obra.

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